Série: Elite

Elite é uma série original da Netflix lançada recentemente que vem dando o que falar. Mesmo não curtindo esse tipo de entretenimento, minhas irmãs quiseram assistir e eu acabei indo no embalo, então os 8 episódios foram facilmente consumidos na minha noite de sexta.

Enfim... a última vez que eu assisti algo com um colégio de elite foi Rebelde, então eu não sabia bem o que esperar dessa série. Mas devo comentar que eu até curti, seus episódios são instigantes a fazerem a gente continuar a ver e tem muitos arcos na trama, além de intrigas, sexo e muitas drogas.

A trama gira em torno de três colegas de classe que acabaram ganhando uma bolsa de estudos em um colégio de elite após o colégio deles terem desabado devido ao material usado pela construtora negligente, que inclusive o dono é pai de dois alunos que serão agora colegas de classe deles.
Christian é o mais sem noção e o que menos se preocupa com os estudos, ao mesmo tempo que é o mais divertido. Ele se mete em confusão porque chega querendo colocar banca e dar em cima das meninas, mas é claro que os populares do colégio não iam aceitar isso bem. Nadia é descendente de palestinos e por consequência de ter uma família muçulmana, acaba por ter que estudar muito, se tornando a melhor da turma, o que incomoda Lucrécia, uma garota competitiva até a morte. E por fim, Samuel, um garoto humilde que trabalha como garçom que acaba se apaixonando por Marina, filha do empresário que é culpado pelo desabamento da escola.

Marina é até gentil com os novatos, mas é irmã de Gusman, um garoto podre de rico e cheio de arrogância que por sua vez quer ver eles o mais longe possível. Além das histórias paralelas que iremos conhecer como tráfico de drogas, homossexualidade, corrupção, voyerismo, há também um assassinato que acaba colocando todos eles como possíveis autores do crime.
O legal da série é descobrir quem foi morto e quem foi o culpado. Sendo bem sincera, eu fiquei muito revoltada com as atitudes de alguns personagens. É óbvio que quando falamos de uma trama que tem um colégio de elite no meio imaginamos muitos personagens mimados e segredos escondidos, mas era cada atitude tomada errada que eu ficava louca pra bater em alguém. Marina foi uma personagem que eu gostei no início da série, mas conforme ela ia se desenvolvendo, mais vontade de dar na cara dela eu tinha. Só pensava no quanto ela podia ter resolvido tanta merda se fosse sincera consigo mesmo e com o Samuel.

Nano, irmão mais velho do Samuel, só aparece pra foder tudo e complicar mais ainda as coisas. O cara é um nojo total, detestei ele do início ao fim. Gusman é um idiota em boa parte do tempo, mas quanto mais descobrimos sobre ele, mais percebemos que a arrogância se deve a uma família totalmente desestruturada. Ele acaba se envolvendo com a Nadia por causa de uma aposta e é claro que eu shipei esse casal, mesmo com as atitudes dele sendo tão mesquinhas.
A série também fala do preconceito e da intolerância religiosa não somente contra os muçulmanos, mas também deles com a própria família. Nadia e seu irmão Omar vivem realmente uma tortura com um pai neandertal que só vive dando ordens, enchendo o saco e não deixando os filhos fazerem as coisas mais simples como fazer um trabalho da escola. Outra cara que eu queria muito socar... Jesus!

No final tudo foi ficando mais intenso mas quando o culpado pelo assassinato apareceu, eu meio que esperava sentir uma bomba de sensações, mas não foi bem isso. Eu fiquei surpresa, mas nada fora do normal, foi tipo "ah, foi ele que matou? vida que segue". Acho que faltou mais alguma coisa, tipo quando descobri quem era o A em Pretty Little Liars.

Enfim, Elite é uma série que abusa das cenas quentes, o que achei um pouco desnecessário já que estamos falando de personagens com 16 anos (mesmo que não tenha ninguém lá que aparenta ter essa idade). Eu fico imaginando que metade das coisas que acontecem dentro da escola não deve de fato acontecer na vida real, como as transas nos banheiros, vestiários e etc... como se a escola fosse um motel ambulante, isso não existe, ou se existe, não é algo descarado assim. Eu achei forçadão, mas okay.
Mesmo com todos os problemas com os personagens, eu gostei da série e acho que é boa pra passar o tempo já que tem apenas oito episódios. O final tem um gancho para uma segunda temporada, que eu acredito que possa ser melhor do que essa, já que acontece algo inesperado. Então fica minha indicação para vocês que querem conferir essa nova obra.

6 comments

  1. Oi, Mi! Tudo bom?
    Só faltou ter uma seita contra bolsistas e a gente podia chamar de reboot de Rebelde total :P
    A Bibs não gostou, a Duda gostou, e eu fiquei meio nhé porque nada me deu vontade de assistir. Quem sabe um dia!

    Beijos,
    Denise Flaibam.
    www.queriaestarlendo.com.br

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    1. Oi, Denise
      Só lembra Rebelde um pouco, porque tem muita coisa mais pesada aqui haha Espero que assista um dia, eu não acho que ela seja tãaaaao primordial assim, mas é legal.

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  2. Oi, Leslie
    Eu sei que a cultura é algo que pesa muito, inclusive a religião, mas caramba, são coisas tão extremistas que é triste ver pessoas nessa situação.

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  3. Oi, Mari
    Eu acho desnecessário tantas cenas assim, ainda mais com personagens de 16 anos, como se eles fossem porra louca assim, muito irreal.

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  4. Oi, Ale!
    Eu só shipei muito o Gusman e a Nadia, fiquei feliz que não tenha rolado ao menos um beijinho, af.

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  5. Oi, Sil
    PLL é a série da minha vida, tem muitos As, mas é uma bomba atrás da outra. Agora essa revelação pra mim não foi nada impactante, esperava mais.

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