Ambrose Young é lindo — alto e musculoso, com cabelos que chegam aos ombros e olhos penetrantes. O tipo de beleza que poderia figurar na capa de um romance, e Fern Taylor saberia, pois devora esse tipo de livro desde os treze anos. Mas, por ele ser tão bonito, Fern nunca imaginou que poderia ter Ambrose... até tudo na vida dele mudar. Beleza perdida é a história de uma cidadezinha onde cinco jovens vão para a guerra e apenas um retorna. É uma história sobre perdas — perda coletiva, perda individual, perda da beleza, perda de vidas, perda de identidade, mas também ganhos incalculáveis. É um conto sobre o amor inabalável de uma garota por um guerreiro ferido. Este é um livro profundo e emocionante sobre a amizade que supera a tristeza, sobre o heroísmo que desafia as definições comuns, além de uma releitura moderna de A Bela e a Fera, que nos faz descobrir que há tanto beleza quanto ferocidade em todos nós.
Romance | 336 páginas | Editora Verus
Fern Taylor sempre fora apaixonada por Ambrose Young, o garoto de ouro do time de luta da escola da pequena cidadezinha de Hannah Lake, Pensilvânia. Alto, lindo, musculoso, com cabelos longos e um sorriso de matar, todo mundo colocava esperanças de que Ambrose fosse ter sucesso em qualquer escolha que fizesse.
O que ninguém esperava é que ele desistiria da faculdade e escolheria ir para o exército levando consigo seus quatro amigos Paulie, Grant, Jesse e Beans. Apesar do pavor crescente de um futuro incerto, a pequena cidade vibra em apoio aos cinco soldados que no próximo verão irão para o Iraque.
Um mês antes de retornarem para a casa, os cinco amigos são atingidos por uma bomba em Bagdá, matando quatro deles e deixando somente Ambrose vivo, porém com o rosto totalmente desfigurado. A beleza do rapaz que um dia fora algo tão certo em sua vida não existe mais. As cicatrizes de um lado, os estilhaços de metal e a perda de um olho e uma orelha são o suficientes para Ambrose, agora com 21 anos, retornar para casa mas se recusar a ver qualquer pessoa.
Fern continua completamente apaixonada pelo garoto e fará de tudo para quebrar a barreira de culpa e dor que ele criou diante de si. Mas isso será o suficiente?
Depois de ter lido Infinito + Um e ter me apaixonado com a escrita da autora, eu resolvi encarar Beleza Perdida, que dizem ser igualmente bom e emocionante. Infelizmente não foi uma experiência que mexeu tanto comigo, mas vou indicar o porque.
Primeiro que Beleza Perdida tem um ritmo muito lento, boa parte da narrativa até a volta de Ambrose do Iraque não tem nada de especial. A história é nos apresentada em terceira pessoa, fato que me distanciou um pouco dos personagens. Se caso a autora tivesse optado por colocar em primeira pessoa, tenho certeza que sentiria muito mais suas dores do que realmente senti. Além disso, há algumas voltas no tempo ilustrando alguns relatos, o que quebra um pouco o ritmo da narrativa no tempo atual. Eu passei boa parte dessas lembranças, confesso.
Fern é uma personagem cativante, porém meio sem graça. Ela é boa, amiga, gentil e talvez por sua personalidade não ser tão marcante assim que a considerei um pouco apagadinha. Ambrose já é mais intenso, mas sofre do mesmo problema que Fern, é um personagem interessante mas nada demais pra um protagonista. Acreditei que a narrativa seria mais sobre o luto e a culpa que Ambrose sente pelos amigos terem morrido na guerra, mas não foi algo muito aprofundado, não como estou acostumada a outros livros e talvez seja por ter essa expectativa que eu não me apeguei muito a ele.
Bailey é o primo de Fern e também um dos pontos importantes da história. Ele nasceu com distrofia muscular que acaba enfraquecendo seus músculos, então boa parte da narrativa vemos ele andando na cadeira de rodas com Fern logo atrás o ajudando já que ele não consegue mexer os braços e nem as pernas.
Apesar das poucas perspectivas de vida que Bailey tem, ele enfrenta a vida de cabeça erguida, muito sarcasmo e muita vontade. Eu me encantei com ele, sofri com ele e acho que foi o personagem que mais me cativou. É tão injusto quando as pessoas acabam vivendo limitadas por conta de doenças, mas não se pode esquecer que não são essas deficiências que definem quem elas são. Bailey mostrou ser um personagem com coragem. O irônico é que por sua condição Bailey sabe que tem poucos anos de vida e isso poderia ser mais um cargo dramático na história, mas pelo contrário, é justamente o personagem que traz o alívio cômico e deixa a narrativa mais leve.
É difícil aceitar que você nunca vai ser amado do jeito que quer ser amado.
A autora aborda também a violência doméstica, algo que sempre me revolta porque é triste ver tantas mulheres passarem por essa situação. Outro ponto abordado é a beleza física, já que o título do livro é sobre isso. Fern sempre foi uma patinho feio enquanto Ambrose sempre pareceu um príncipe encantado. Agora as histórias se confundem e temos A Bela e a Fera, mas deixando claro que a beleza interior e caráter é o que realmente importa se quisermos sermos realmente felizes.
- Ambrose, a Fern já enxerga quem você realmente é. É por isso que ela te ama.
O final da obra é algo sofrível. Eu confesso que chorei muito porque as emoções afloraram e a Amy não poupou o leitor disso. Foi lindo mas totalmente doloroso.
Beleza Perdida me decepcionou por causa do ritmo lento e porque a autora abordou a história de uma maneira diferente da que imaginei, entretanto, eu gostei da obra e entendo que muitas pessoas a acharam linda quando a leram. Indico para quem quiser ter sua própria experiência.


Oi, Tami
ResponderExcluirNão acho que a história tenha sido de todo impactante como imaginei que seria, então isso me decepcionou um pouco, mas indico mesmo assim.
Oi, Leslie
ResponderExcluirMelhor ler no seu ritmo e com paciência mesmo senão você se decepciona com a narrativa lenta.
Oi, Mi
ResponderExcluirEu acho que você poderia gostar mas o ritmo lento realmente decepciona.
Oi, Teca
ResponderExcluirEu também gosto de personagens onde tem a personalidade mais aprofundada, incendiável. Esses meio parados são sem graças haha