As personagens da literatura que peguei ranço - até agora!

Infelizmente eu sou do tipo de leitora que sente muita raiva de alguns personagens durante a leitura de determinado livro. Essa raiva se acumula tanto pelas ações dos personagens quanto pelas suas próprias personalidades, e assim, eu crio uma espécie de ranço. Não sei se vocês sabem, mas no diário informal, ranço significa repulsa, e isso vem acontecendo cada vez mais nos livros que leio. Há personagens que simplesmente não dão para engolir, então eu vim citar quatro personagens que realmente detesto na literatura, e quem sabe não trago outro posts com mais?

Ever Bloom tinha uma vida perfeita: era uma garota popular, acabara de se tornar líder de torcida do principal time da escola e morava numa casa maravilhosa, com o pai, a mãe, uma irmãzinha e a cadela Buttercup. Nada no mundo parecia capaz de interferir em sua felicidade, o céu era o limite! Até que um desastre de automóvel transformou tudo em um pesadelo angustiante. Ever perdeu toda a sua família. Mudou de cidade, de escola, de amigos, e agora, além de todas essas transformações em sua vida, ela precisa aprender a conviver com uma realidade insuportável: após o acidente, ela adquiriu dons especiais. Ever enxerga a aura das outras pessoas, pode ouvir seus pensamentos e, com um simples toque, é capaz de conhecer a vida inteira de alguém. É insuportável. Ela foge do contato humano, esconde-se sob um capuz e não tira dos ouvidos os fones do i-pod, cujo som alto encobre o som das mentes a seu redor. Até que surge Damen. Tudo parece cessar quando ele se aproxima. Só ele consegue calar as vozes que a perturbam tão intensamente. Ever não entende o porquê disso, mas é incapaz de resistir à paz que ele lhe proporciona, à sensação de, novamente, ser uma pessoa normal. Ela não faz ideia de quem ou o quê Damen realmente é. Sua única certeza é estar cada vez mais envolvida... e apaixonada.

Haven - Série Os Imortais
Não sei se vocês leram os Imortais, mas era impossível gostar da melhor amiga da protagonista, a Haven. Além dela ter um astral super baixo, digno de góticas de filme americano, ela achava que tudo girava em torno do seu umbigo, fazendo muita merda a série inteira e me deixando super irritada. Caramba! Que menina chata, acho que só essa palavra poderia definir a Haven. Juro que fiquei feliz quando ela finalmente morreu mwahahaha

Melissa é uma garota linda, rica e mimada, que sempre consegue o que quer e tem todos na palma da mão. Ela acredita que a carreira de bailarina é a única coisa que realmente importa, porém suas certezas são abaladas quando faz uma aposta com um garoto misterioso, que parece ter como objetivo virar sua vida de cabeça para baixo. De repente, Melissa se vê dividida entre dois caminhos: realizar seu maior sonho, pelo qual batalhou a vida inteira, ou viver um grande amor. Mas, não importa aonde ela vá, todas as direções apontam para o garoto do cachecol vermelho... Com esta história intensa e apaixonante, Ana Beatriz Brandão vai emocionar e surpreender o leitor, provando que é uma jovem autora que tem muito a dizer.

Mel - O garoto do cachecol vermelho
Eu lembrei da Mel depois de ver ela sendo citada em um post de outro blog, e assim, consegui achar um lugarzinho especial neste post pra ela. Mesmo o livro tendo uma capa maravilhosa e uma narrativa legal, a protagonista é um porre. Metida até a alma, esnobe, chata, sem graça e tudo o que você pensar de pior. Enquanto muitos acreditaram que ela poderia melhor e ser diferente, eu não consegui achar nada verdadeiro na mudança de personalidade dela. Muitas vezes queria desistir do livro porque mesmo tendo lido vários com personagens chatinhas ~como a Pietra, de 8 Segundos~, a Mel não conseguiu me convencer e tudo nela achei falso, infelizmente.

O primeiro livro da série Love in London, da mesma autora de Sempre foi você, traz uma evolvente história de amor e superação. Beth Lawrence tem 29 anos e está com a vida de volta nos trilhos: um emprego que ela ama, um marido rico e uma bela casa estão muito distantes da tragédia que a atingiu quando tinha 19 anos. Porém, uma antiga paixão ressurge e traz lembranças de um passado que ela se esforçou para esquecer. 
Niall Joseph é um artista promissor que acaba de retornar de uma temporada de sucesso nos Estados Unidos. Dando aulas como voluntário em uma clínica de reabilitação no centro de Londres, a última pessoa que ele espera ver é a garota que partiu seu coração nove anos antes. Com Niall e Beth trabalhando juntos, o vínculo entre o casal se estreita e a antiga faísca se reacende. Mas nenhum deles pode prever o quanto é difícil trilhar a linha tênue entre amizade e desejo. 

Beth - Um recomeço para o amor
Como podem perceber, Um recomeço para o amor foi uma baita decepção para mim. Eu li o livro com diversas expectativas mas os personagens principais são completamente enfadonhos. A Beth além de ficar num mimimi desgraçado sem saber se fica com o marido dela ou se entrega ao antigo amor, é sem graça e muito chata. Tudo nela soava mecânico e o envolvimento com as drogas, ao invés de me fazer sentir empatia, só me fez sentir repulsa pelas idiotices que ela fazia quando mais nova.

Na cidade de Weslyn, Connecticut, onda a maioria das pessoas se preocupa em ver e ser vista, Emma Thomas preferia não ser percebida de forma alguma. Ela está mais preocupada em fingir perfeição enquanto puxa as mangas da blusa para baixo para esconder as marcas roxas, não querendo que ninguém perceba quão longe da perfeição ela realmente está. Sem esperar, ela encontra o amor. O amor a desafia a reconhecer seu valor, mas correndo o risco de revelar o terrível segredo que esconde.
O livro "Uma razão para respirar" é eletrizante da primeira à última página; uma história ímpar sobre mudança, crueldade inesperada e uma garota se agarrando à frágil esperança.
Uma Razão para respirar não é só um romance é um livro que aborda a violência doméstica e todos os dilemas que as crianças e adolescentes que passam por isso precisam enfrentar. A personagem principal vive esta realidade e tenta tornar-se invisível para que as pessoas a sua volta não a percebam. E por meio da amizade e amor ela tenta superar cada dia doloroso até que consiga escapar desta rotina.
Uma história forte, emocionante, dura, real, meiga, triste e doce ao mesmo tempo, que vai mexer com os sentimentos do leitor. Uma leitura envolvente do inicio ao fim.

Emma - Trilogia Breathing
Nossa, eu nunca mudei tanto de opinião acerca de uma personagem como ao ler essa trilogia. No começo achei a Emma super forte, guerreira e uma protagonista que com certeza eu iria simpatizar, mas assim que fui seguindo no segundo volume, tudo o que ela construiu de sua personalidade ruiu e ela começou a fazer muita merda, daquelas que irritam demais o leitor. Sabem quando você quer entrar em um livro só pra meter um murro na cara de um personagem? A Emma conseguiu fazer com que eu quisesse matá-la todo tempo, e somente no finalzinho do terceiro livro que ela enfim melhora, mas eu já não aguentava mais e tudo o que queria era terminar a droga da trilogia.

E vocês também tem algum(a) personagem que simplesmente não conseguem gostar ou que pegou ranço? Não me escondam nada, estou louca para saber!
Beijos.

5 comments

  1. Adorei o post! Desses, eu ainda não li nenhum, mas pelo post e pelos comentários já percebi que essa Mel é chata mesmo HAHA. Uma personagem que lembro que peguei um pouco de ranço foi a America de A Seleção, li o primeiro livro e não consegui gostar dela, mas dizem que ela melhora no segundo, né? Então quem sabe eu mude de ideia haha
    Um beijão,
    Gabs | likegabs.blogspot.com ❥

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    1. Oi, Gabi. Eu não peguei ranço da America sabe, mas achei ela muito sem graça boa parte dos livros, no fim, acabei gostando bastante dela.

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  2. Ranço! Kkkkkkkk!
    Não lembro de nenhum personagem que odiei ao ponto de me lembrar. Mas eu não gostei da Libby de Juntando os Pedaços. Muito chata.

    Eu li faz tanto tempo esse livro da Alyson que nem lembro mais sobre os personagens. Ah, um que não gostei muito tbm foi Diários do Vampiro. A Elena era muito chata.

    Beijos!
    Literatura Estrangeira

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  3. Oi, Lu. Foi exatamente por isso que eu fiquei indignada com a Haven, ela simplesmente brigou com todo mundo e virou das trevas por causa de um garoto. Hello?
    Eu adoro o Snape, por que você não gosta dele?!

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  4. Oi, Andressa. Eu confesso que li o livro com muitas expectativas, mas senti a narrativa da autora muito precoce, como se ela tentasse abordar vários assuntos mas não tivesse conseguido desenvolver todos da melhor maneira, mesmo assim gostei do livro.
    Eu lembro dele! Li a Fúria e a aurora recentemente e achei o pai dela bem louco, com umas atitudes bem egoístas também.

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