Mais forte que o sol - Julia Quinn | Resenha


Quando Charles Wycombe, o irresistível conde de Billington, cai de uma árvore – literalmente aos pés de Ellie Lyndon –, nenhum dos dois suspeita que esse encontro atrapalhado possa acabar em casamento.Mas o conde precisa se casar antes de completar 30 anos, do contrário perderá sua fortuna. Ellie, por sua vez, tem que arranjar um marido ou a noiva intrometida e detestável de seu pai escolherá qualquer um para ela. Por isso o moço alto, bonito e galanteador que surge aparentemente do nada em sua vida parece ter caído do céu.Charles e Ellie se entregam, então, a um casamento de conveniência, ela determinada a manter a independência e ele a continuar, na prática, como um homem solteiro.No entanto, a química entre os dois é avassaladora e, enquanto um beijo leva a outro, a dupla improvável descobre que seu casamento não foi tão inconveniente assim, afinal...
Romance de época | 288 páginas | Editora Arqueiro 

Mais forte que o sol é o segundo livro da duologia Irmãs Lyndon e vai contar a história da filha mais nova do vigário, Eleanor Lyndon, mais conhecida como Ellie. Ellie e Charles Wycombe, o conde de Billington, tiveram um primeiro encontro inusitado: enquanto ela estava passeado pela pequena cidade de Kent onde vive, ele literalmente despencou de uma árvore e acabou caindo em cima dela. Com o tornozelo torcido, Ellie não tem escolha a não ser ajudar o pobre coitado que está bêbado feito um gambá.

Charles está desesperado pois se não se casar em menos de 15 dias, quando ele completar 30 anos, toda sua fortuna e herança irão para as mãos do primo Philip, imposição imposta por seu pai antes de bater as botas. 
O pai de Ellie irá se casar outra vez, e a escolhida é a Sra. Foxglove, a maior fofoqueira da cidade. O problema é que o casamento nem aconteceu ainda e a mulher já quer dar ordens a Ellie como se ela fosse uma criada. Tudo o que Ellie quer é pegar seu próprio dinheiro, um pequeno investimento que ela fez em nome do seu pai ao longo dos anos, e viver longe dali. Mas como ela é uma mulher, ela não pode fazer isso, muito menos controlar a própria conta, um dinheiro que é dela por direito.

Unidos pelo acaso mas com problemas que podem ser resolvidos juntos, eles casam e passam a morar juntos. Mas não é fácil ter um casamento de conveniência quando Charles sente um desejo absurdo por Ellie, uma esposa que ele queria tão facilmente descartar.
Eu amo demais os livros da Julia Quinn e com esse não foi diferente. Por ter lido vários comentários a respeito do primeiro volume da duologia, resolvi colocar esse na frente e me surpreendi completamente com uma história fofa, leve, regada de momentos divertidos e muita paixão, algo com a marca JQ que já conhecemos.

Ellie é uma mocinha muito engraçada e sarcástica, ela não perde uma oportunidade para dar uma resposta travessa. Sua gana para negócios e investimentos é bem aproveitada, mas pelo fato de ser uma mulher, ela não pode demonstrar isso. Outra coisa que me irrita nos romances de época é essa falta de acessividade que as mulheres tem em relação a várias coisas que hoje são muito normais. É tão injusto que dá vontade de socar o povo dessa época.
Assim também como deu vontade de socar a Sra. Foxglove por ser uma mala. Sabe aquelas madrastas que parecem ser extremamente chatas? Com toda certeza essa mulher entraria na equação. Mesmo assim Ellie consegue se mostrar calma e superior as provocações da velha, afinal, ela foi criada para ser uma dama, mesmo que seja a filha de um vigário.

Charles é um fofo, estou completamente apaixonada. Ele pode até ser considerado um libertino, mas não vi muito disso no enredo não. Na verdade ele está completamente encantado com a nova esposa e não sabe lidar com isso, principalmente porque Ellie pediu para adiar a noite de núpcias até que ele e ela possam se conhecer melhor. Já dá pra imaginar o desespero do homem, né?

Eu me diverti muito com ele porque o cara é muito azarado. Ele cai do cavalo, torce tornozelo, machuca o braço. É um acidente atrás do outro, chega a ser suspeito demais.... E falando nisso, eu achei a tentativa da autora de colocar um vilão lá no final um pouco falha. Acho que faltou mais elementos durante a história para embasar as motivações do vilão, mas nada contra, só não funcionou tanto quanto eu queria. 
Eu amei os demais personagens que aparecem. Helen, a prima de Charles e suas duas filhas, Judith e Claire. Judith tem apenas 6 anos e é uma fofa, deu vontade de apertar ela a todo momento, que gracinha!!!

Enfim, Mais forte que o sol foi uma leitura muito prazerosa, tem vários personagens carismáticos, fofos e divertidos para a gente se apegar. A escrita da Quinn continua irresistível e posso dizer que ela sempre acerta na temática que vai trazer as suas obras, por isso indico muito essa história.

1 comment

  1. Oi, Sil
    Foram pelas resenhas que eu dei prioridade a esse e me surpreendi muito. Adorei essa obra.

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