Scarlet - Marissa Meyer | Resenha


Depois de Cinder, estreia de sucesso de Marissa Meyer e primeiro volume da série As Crônicas Lunares, que chegou ao concorrido ranking dos mais vendidos do The New York Times, a autora está de volta com mais um conto de fadas futurista. Scarlet, segundo livro da saga, é inspirado em Chapeuzinho Vermelho e mostra o encontro da heroína ciborgue que dá nome ao romance anterior com uma jovem ruiva que está em busca da avó desaparecida.Em uma trama recheada de ação e aventura, com um toque de sensualidade e ficção científica, Marissa Meyer prende a atenção dos leitores e os deixa ansiosos pelos próximos volumes da série.
Distopia, ficção científica, jovem adulto, romance | 480 páginas | Editora Rocco Jovens Leitores 

Scarlet é o segundo volume da série As crônicas Lunares e para exatamente de onde Cinder parou. Cinder foi presa após aparecer no Baile Anual da Paz para avisar o Príncipe Kai sobre os planos da rainha Levana, e assim todos que estavam lá descobriram que ela não era somente uma ciborgue, mas também uma lunar.

As leis intergaláticas obrigam que todos os lunares que estejam vivendo ilegalmente na Terra sejam presos e mandados de volta para a Lua, e com Cinder não é diferente, ainda mais porque Levana sabe o que a garota ciborgue é e fará de tudo para matá-la antes que ela estrague seu plano de se tornar imperatriz.

Mas antes que isso aconteça, o Dr. Erland ajuda Cinder a fugir da prisão e pede que ela se encontre com ele na África, lá ele poderia lhe explicar melhor tudo que está acontecendo e treiná-la contra os poderes de Levana. E quem entra nessa de repente é Carswell Thorne, ex-cadete da Força Área Americana que também estava preso e acaba ajudando Cinder a fugir também. Juntos, eles acabam pegando uma nave e assim conseguem se esconder durante um tempo.

Paralelo a isso, iremos conhecer Scarlet Benoit. A garota de dezoito anos vive na fazenda da avó, Michelle Benoit, uma ex-piloto militar que tem uma ligação com a Princesa Selene. Por saberem disso, alguns lunares geneticamente modificados acabam a sequestrando em busca de informações. Scarlet está disposta a fazer de tudo para encontrá-la, e com a ajuda de Lobo, um homem feroz e cheio de segredos, ela viaja a Paris. E essa viagem lhe reserva várias surpresas não somente sobre a avó, mas sobre si mesma.

Scarlet é a releitura de Chapeuzinho Vermelho como devem ter percebido. Apesar de ter gostado muito desse livro, meu maior problema foi com Scarlet. A maioria do tempo achei ela muito irritante, qualquer coisinha ela ficava com raiva, e também muito egoísta, ela só pensava em salvar a avó, esquecendo que outras pessoas também estavam em risco por causa dela. Ao mesmo tempo que achei ela um porre, ela foi se mostrando mais fácil de gostar e de lidar ao longo das páginas, mas ainda precisa controlar suas emoções e seu jeito ácido de tratar as pessoas. Infelizmente quando comecei a sentir empatia por ela, o livro tinha terminado e só em Cress, terceiro livro da série, pude realmente gostar da personagem.
Lobo é uma icognita no começo, se bem que fica evidente na trama o que ele realmente era o tempo inteiro. Ele foi um dos personagens que mais gostei nesse livro porque eu confesso que tenho uma quedinha por personagens aparentemente maus, que não conseguem se controlar mas que quando querem, se mostram fortes e destemidos, e Lobo é exatamente assim.

Além dele temos um novo integrante a trama, Capitão Carswell Thorne, ou somente Capitão Thorne. No início não descobrimos muito sobre ele, somente que desertou das Forças Armadas e que cometeu vários crimes, e por isso foi preso. Ele é o personagem mais sem noção da obra, porque ele é divertido, tem um narcisismo exacerbado e não leva nada a sério, além de não controlar sua língua nos momentos mais importantes, deixando a trama muito engraçada em algumas cenas. O personagem é carismático e não vejo a hora de conhecê-lo melhor.

Iko também está presente na trama, como falei em Cinder, está sendo mais útil aqui. Cada vez mais sarcástica, ela ainda tem alguns pensamentos muito ingênuos, mas é uma fofa.

Temos todos esses pontos de vista além do Príncipe Kai, que está sobrecarregado com todas as decisões que precisa tomar para evitar uma guerra com Luna, e claro, atender os caprichos de Levana, que continua tão má quanto antes. Acho que ele teve um crescimento de uma obra para outra, mas sinceramente, não vi tanta diferença assim, ainda assim gosto muito do personagem.
A escrita da Marissa não perde o ritmo e continua implacável. Scarlet tem 480 páginas que passaram voando, quando cheguei aos Agradecimentos fiquei tão chocada porque os capítulos foram tão rápidos que achei que tivesse lendo errado. Eu já comecei Cress, claro, e já garanto que temos muito mais emoções e segredos para descobrir.

Indico mais uma vez a série para quem gosta de fantasia e distopia, e principalmente releituras de contos de fadas porque a obra segue um roteiro muito parecido, porém, melhor trabalhado.  

8 comments

  1. Oi, Lu
    Mesmo assim não curti a personalidade dela, gostei mais de Cinder, Cress e Iko até agora.
    Eu estou amando Thorne, ele é um fofo!
    Vamos criar um clube sim, vem ká!

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  2. Oi, Denise
    Eu tentei curtir ela mas virara o olho pra muita coisa que ela fazia, mas até que em Cress ela não tá tão chata assim.
    Vamos criar siiiiiim, um clubinho! Venk

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  3. Oi, Clarissa
    Menina, não tem o que dizer. Esse livro é maravilhoso e nem eu que não curto estou apaixonada.

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  4. Oi, Mi
    Menina, tu se prepara porque tu vai gostar de muita gente. Eu prefiro a Cinder ainda, mas a releitura foi muito bem aproveitada.

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  5. Oi, Sil
    Eu comecei essa série há um tempão mas parei porque a tradução de Scarlet tava muito ruim, agora estou lendo outra vez e amando. Eu prefiro a Cinder, ela é mais legal.

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  6. Oi, Ale
    A série é fantástica, você vai se sentir parte dela desde os primeiros momentos.

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  7. Oi, Alice
    Já estou lendo Winter e estou apaixonada por essa série. Meu favorito até agora é Cinder e Cress, os melhores.

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  8. Oi, Adri
    Menina, acho que tu deveria dar uma chance, e se gostar de Cinder pode vir a gostar dos outros. Eu estou me apaixonada mais ainda!

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