Nudez Mortal - J.D Robb (Nora Roberts) | Resenha


Eve Dallas é tenente da polícia de Nova York e está caçando um assassino cruel. Em mais de dez anos na força policial ela já viu de tudo e sabe que a própria sobrevivência depende de seus instintos. Eve avança contra todos os avisos que lhe dão para não se envolver com Roarke, bilionário irlandês, o principal suspeito de um dos casos de assassinato que ela está investigando. A paixão e a sedução, porém, possuem regras próprias, e depende de Eve assumir um risco nos braços de um homem sobre o qual ela nada sabe, a não ser a necessidade de sentir o toque dele, que se transformou em um vício para ela.
Policial / Suspense | 350 páginas | Editora: Bertrand Brasil  

Eu sempre quis conhecer as obras de Nora Roberts, e foi pelo pseudônimo de J.D Robb que eu tive essa oportunidade. 

A história se passa em Nova Iorque no anos 2058, onde Tenente Eve Dallas é chamada para um caso de assassinato. Sharon DeBlass, uma acompanhante de luxo, foi encontrada morta em seu apartamento, nua e seu corpo estava em formato de X. Ela foi baleada na cabeça, no peito e na genitália.

Desde o começo sabemos que o assassino é de extrema inteligência e quer manipular a policia deixando a arma do crime no local e enviando fitas do mesmo gravando o assassinato. No quarto de DeBlass, neta de um importante senador de Nova Iorque, também foi deixado pelo criminoso um bilhete à mão, plastificado, escrito "Uma de seis".

Sem nenhum caminho a ser tomado, Dallas tem não mão um caso difícil, e ela mesma complica a situação quando se envolve amorosamente com um dos suspeitos, Roarke, colocando em risco a sua posição no caso e sua carreira.
Era um caso bem difícil de ser solucionado, apesar de terem a arma do crime, o assassinato seguir um padrão já que ele veio a matar outras vítimas e Dallas receber as fitas das mulheres sendo mortas, ela não tinha para onde seguir já que a unica relação entre as vitimas escolhidas era a profissão (acompanhante de luxo). A lista de suspeito era pequena, e um grande erro que notei foi a falta de clareza da autora em apresentar os principais suspeitos para o leitor. Eu consegui identificar um ou dois, mas a única pessoa que ela deixou claro ser suspeito foi Roarke, porém a Tenente tinha uma grande desconfiança em cima do senador, avô da primeira vítima, com que faz que o leitor entenda que ele também era suspeito.

Durante o desenvolver do livro, o superior de Eve dizia que ela deveria diminuir a lista de suspeitos, mas não havia nenhuma lista que tivesse sido apresentada ao leitor.

A narrativa da autora é fluída, as paginas passam rápido e isso foi uma das coisas que mais me agradou. Mas, ao mesmo tempo, a escrita da autora foi decepcionante por ser leve demais. Para um romance policial, se espera algo mais trabalhado e estudado. Algo que flua bem, mas seja mais rica em detalhes, que haja um aprofundamento no caso, e não senti isso ao ler esse livro. Não é uma narrativa ruim, mas poderia ser melhor para um gênero que costuma conter cenas pesadas.

Temos uma Tenente forte, independente e determinada. Uma protagonista que agradaria a muitas pessoas, inclusive a mim. Eve Dallas é uma profissional de excelente qualidade, mas cometeu um erro que fez com que a personagem perdesse um pouco de credibilidade. Depois de analisar e analisar as fitas enviadas pelo assassino, ela notou algo de extrema importância para o direcionamento da investigação, mas a psicóloga que ajuda no caso disse que sua teoria era improvável, e seu computador também apontou uma porcentagem de probabilidade muito baixa. A Tenente simplesmente abandonou a teoria para lá, sendo que não era infundada já que ela tinha IMAGENS que provavam o que ela dizia. Tudo isso durou menos de duas páginas e no final Dallas estava certa.

Nudez Mortal é futurista, e por essa característica temos uma tecnologia super avançada: Quase nada é de papel, tudo eletrônico. Há computadores que ajudam na investigação, apontando porcentagens de uma teoria estar certa, de alguém ser suspeito do crime entre outras coisas. O comando de voz está presente em praticamente tudo e é muito mais fácil fazer viagens para outros planetas, onde pode haver vida e contruções humanas, se você tiver dinheiro.

Era um universo incrível, que tinha de tudo para dar um diferencial ao livro. A ideia é ótima, mas a autora não trabalhou nela. Novamente, ela não deu detalhes, deixou tudo muito superficial.
Não foi uma leitura 100% decepcionante. Gostei muita de história e ela fluiu de um jeito bom. Foi um livro que eu gostei de ler, mas encontrei muitos problemas, por isso não foi uma leitura ótima, e sim boa, ok. Por ser o primeiro de uma série com mais de 50 livros já escritos (e 25 disponíveis em português), suponho que a autora tenha melhorado muito esses aspectos que citei aqui, por isso eu pretendo sim ler outros livros da série e outras obras de autora, já que não é apenas um livro que faz o autor ser ruim.

Só lembrando que se você tem interesse na série e se assustou pelo tamanho dela, não se preocupe: Essa, como muitas outras séries policiais, são livros que podem ser lidos de forma independente e até fora de ordem já que cada obra é um caso diferente.

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